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Estado de Minas

Operação Perfídia: Polícia Federal combate lavagem de dinheiro internacional

Organização criminosa operava offshore no exterior que pode ter movimentado mais de US$5 bilhões; ao todo, são 103 mandados judiciais


postado em 26/04/2017 08:34

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (26) a Operação Perfídia.

A ação é realizada em Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins, além do Distrito Federal.

A Operação Perfídia tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro internacional, blindagem patrimonial e evasão de divisas, com ramificações em pelo menos cinco países. A estimativa é de que a movimentação financeira do grupo ultrapasse US$5 bilhões.

Cerca de 200 policiais federais cumprem 103 mandados judiciais, sendo 55 de busca e apreensão, 46 de condução coercitiva e dois de prisão temporária.

As investigações começaram a partir de uma prisão em flagrante ocorrida na imigração do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília/DF, em agosto de 2016.

A Polícia Federal investiga se integrantes da organização realizavam operações de câmbio não-autorizadas, além de dissimularem a aquisição de imóveis de alto valor e promover a evasão de divisas. Para isso, eles se utilizavam de "laranjas" e falsificavam documentos públicos, especialmente certidões de nascimento emitidas em cartórios no interior do Brasil.

O denominado núcleo duro do grupo, formado por proprietários de postos de gasolina, agências de turismo, lotéricas, entre outros estabelecimentos, era responsável pela aquisição fraudulenta de imóveis e ativos para fins de lavagem de dinheiro.

Somente em uma das operações de compra e venda identificada pela PF o negócio chegou a R$ 65 milhões.

A organização criminosa conta ainda com o apoio de advogados, contadores, serventuários de cartórios, empregados de concessionárias de serviços públicos e até de um servidor da Polícia Federal.

Em ação realizada ainda no ano de 2016, em endereços ligados a um dos integrantes do núcleo duro, foram encontrados documentos que apontam para uma empresa do tipo offshore controlada pela organização no exterior que pode ter realizado movimentações que excedem US$ 5 Bilhões.

Perfídia O nome da operação é uma referência à traição e deslealdade dos integrantes do núcleo duro da organização criminosa com o País.

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