Segundo a família, Bruno transformou seu quarto em uma espécie de museu. Nele há uma réplica da imagem de Giordano Bruno, filósofo italiano, vítima da inquisição.
"Hoje, eu sei que dentro desses livros deve haver uma riqueza imensa. Todos queremos saber o conteúdo. É complicado, mas é possível".
Poucos dias após o desaparecimento de Bruno, o pai, Athos Borges, gravou um vídeo em uma rede social onde faz reavalia a relação com o filho. Antes, os pais achavam que o filho tinha necessidade de algum tipo de tratamento psiquiátrico. "Hoje, não vejo assim. Até o psicólogo dele disse o seguinte: 'seu filho é uma pessoa normal com uma grande ideia'".
Segundo a Rede Amazônica, afiliada da TV Globo, toda a mudança no quarto aconteceu durante uma viagem de férias dos pais que durou 24 dias. De acordo com a irmã do rapaz, em entrevista à TV Globo, o jovem mantinha a porta trancada e não contava o que estava fazendo. O primo de Bruno, o oftalmologista Eduardo Veloso afirmou ainda à reportagem da Rede Amazônica que deu a Bruno R$ 20 mil. Ele teria pedido o dinheiro alegando que tinha algo muito importante para investir e que mudaria a vida das pessoas.
Introspectivo e um leitor voraz, o jovem passou a não comer carne e ultimamente era vegano, diz a família. Os pais entendem que a mudança foi uma espécie de preparação para a obra deixada. "As pessoas me criticam porque estou valorizando muito a obra e não mais o desaparecimento dele.
O desaparecimento do rapaz já foi informado a todas as forças de Segurança Pública, incluindo Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal..