O presidente da comissão, vereador Eduardo Tuma (PSDB), por exemplo, teve um dos empregados citados em uma investigação contra servidores que tentaram cobrar propina de um comerciante durante os trabalhos de outra CPI na Câmara, a dos Alvarás, em 2014. O funcionário, Antônio Albertino Pedace, foi filmado com um engenheiro da Secretaria Municipal de Licenciamentos, Roberto Torres. Na época, Tuma afirmou que Pedace agiu sem seu conhecimento e negou qualquer ligação com o caso.
Órgão da Prefeitura encarregado de evitar desvios funcionais, a CGM tem até segunda-feira para enviar as informações, sob pena de responsabilização dos servidores do órgão. "Temos três órgãos fundamentais que são alvo da investigação: a Procuradoria, a Secretaria da Fazenda e a Controladoria", disse Tuma na sessão de quinta. Ao jornal O Estado de S. Paulo, ele afirmou que a medida serve "para ver se há desvio de finalidade desses servidores no trato com a coisa pública", mas já falou em rever a proposta. A justificativa dada demonstra uma estratégia dos parlamentares em focar as investigação da CPI não nos grandes devedores em si, mas nos servidores da Prefeitura encarregados de executar as cobranças.
Mais citações.
Outro membro da CPI citado em investigações da CGM é Adilson Amadeu (PTB).
Indagado, Amadeu se disse "tranquilo" sobre o assunto e afirmou que nunca foi chamado para prestar esclarecimentos sobre o tema.
Além deles, o vereador Camilo Cristófaro (PSB), também membro da CPI, foi chefe de gabinete do ex-vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), que presidiu a Câmara Municipal na gestão Gilberto Kassab. O ex-vereador foi citado ainda em depoimentos de Barcellos como um dos beneficiários do esquema da máfia. Os pagamentos também seriam feitos pelo ex-subsecretário.
Rodrigues, que aguarda a conclusão dos processos criminais, sempre negou ligações com a máfia. A CGM ainda tem investigações em andamento contra auditores relacionados a desvios descobertos pelo esquema.
A CPI conta também com Alessandro Guedes (PT), David Soares (DEM), Isac Félix (PR) e Rodrigo Goulart (PSD). Vereadores em primeiro mandato, eles não são citados em delações.
Prefeitura.
Em nota, a Prefeitura afirmou que "atenderá aos requerimentos da Câmara no limite da lei" e "as informações que, de acordo com a Constituição e a legislação municipal, forem protegidas por sigilo não serão enviadas" aos vereadores. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo..