O abaixo-assinado defende que o ex-jogador seja impedido de atuar no esporte e de requerer a guarda do filho que teve com a modelo Eliza Samudio, que também se chama Bruno, de sete anos. "Jogadores são vistos como ídolos, e esse tipo de exemplo não pode ser aceito para nossos filhos. Não aceitamos esse símbolo da morte visitando nossas casas nos domingos. Agora basta ser goleiro para cometer um crime e depois ser aplaudido?", disse Vana à reportagem.
Segundo Vana, a petição não é contrária à reintegração social de Bruno desde que ele demonstre arrependimento pelo crime e que cumpra a pena de 22 anos de prisão. "A vida de uma filha não vale só seis, sete anos.
A ONG Somos Todos Vítimas Unidas foi fundada há cerca de quatro anos como resultado das mobilizações de Vana, que havia criado uma rede para reunir informações sobre o médico Roger Abdelmassih, do qual foi uma das vítimas e que esteve foragido entre 2011 e 2014 após ter recebido um habeas corpus. Ela não acredita que Bruno possa fugir do país, mas diz que a decisão do ministro Marco Aurélio Melo é "imoral".
Na primeira postagem da fundadora da ONG sobre a petição, Sonia, a mãe de Eliza, agradeceu o apoio e comentou sobre a situação. "Isso tudo é para se vingar de mim, pois a minha advogada ajudou na condenação dele, e para ele não pagar a pensão; sabe que vou sofrer com isso", escreveu. Segundo Vana, a renda da mãe de Eliza provém da venda de salgadinhos que ela mesmo prepara.
Em um vídeo compartilhado em suas redes sociais, Vana chegou a se referir diretamente à atual esposa de Bruno, Ingrid Calheiros, para que ela interceda em favor da família de Eliza. O abaixo-assinado foi publicado no site Change.org com o título "Somos contra a MORTE jogar Futebol e ter a guarda do filho de Eliza Samudio".
De acordo com Vana, a petição será encaminhada pelos advogados da ONG assim que bater a meta de 25 mil assinaturas. O texto será enviado à FIFA, à CBF, ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ao Ministério Público de Minas Gerais e ao Supremo Tribunal Federal. "As vítima pararam de se curvar para beijar anéis. Juntos, vamos lutar por justiça. A justiça não pode ser chutada como se fosse uma bola ao gol", defende..