Nas três cidades, cerca de 200 pessoas reivindicaram a equiparação do salário base do policial com o salário mínimo vigente, além do reajuste salarial com base na inflação, que não acontece há dois anos. Segundo Aline Mendes Campos, uma das organizadoras da manifestação em Belém, também há atraso no pagamento do auxílio fardamento e precariedade no atendimento médico aos policiais pelo plano de saúde do Estado, que chega a levar três meses para liberar um exame.
A mulher de um sargento afirmou à reportagem que no interior paraense os militares vivem uma situação que "dá pena". Ela informou que nem o auxílio moradia é pago pelo governo, acrescentando que a carga de trabalho "é excessiva e desumana".
O Pará é um dos Estados mais violentos do País e onde mais a população exige a presença na Polícia Militar nas ruas. Ano passado foram registrados 4.196 homicídios com armas de fogo. Em 2017, até o começo de fevereiro, já são 512 mortes violentas.
O governador Simão Jatene (PSDB) está em viagem particular de 15 dias pela Europa e deve retornar no dia 16.
Um desses benefícios, ainda de acordo com a nota, é o auxílio-fardamento, no qual, 63% dos 15.200 policiais militares do Pará receberão, "nos contracheques deste mês, dois soldos em vez de um". O soldo será pago a 9.587 soldados e cabos. A remuneração inicial dos praças hoje, incluindo o auxílio alimentação, está em R$ 3.090,00..