De acordo com o Gaeco, os guardas chegavam a forjar denúncias e prender suspeitos de interferir nos pontos de tráfico da facção criminosa. Também há indícios de que alguns deles participaram de execuções de rivais ordenadas pelo PCC. Em operação anterior, em outubro do ano passado, cinco guardas municipais de Ibiúna já tinham sido presos quando o esquema começou a ser investigado. Na ocasião, entre os detidos estava o então subcomandante da GM, que acabou demitido.
A denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) oferecida contra os doze agentes públicos na segunda-feira,6, aponta que eles agiam "em conluio com membros do PCC, protegendo os pontos de tráfico espalhados pela cidade, em troca do pagamento de propina". Ainda segundo o Gaeco, os guardas são suspeitos de passar informações privilegiadas aos traficantes, evitando que fossem presos ou tivessem as drogas apreendidas. Na região, o tráfico de entorpecentes é a maior fonte de renda da facção.