Grandes marcas, lojas virtuais e pequenos empreendedores passaram a produzir pochetes, bolchetes (misto de bolsa com pochete) e doleiras para substituir a bolsa nos bloquinhos de rua que arrastam multidões, época do ano em que furtos e roubos são comuns.
O movimento se espalhou por cidades como Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e São Paulo. Ganhou adesão até mesmo da consultora de moda Gloria Kalil, que nesta terça-feira, 7, fez uma selfie e postou nas redes sociais: "Por que a gente demonizou tanto a pobre da pochete? Ela é tão bacaninha!"
Também nas redes sociais, usuários já admitem que vão trocar a bolsa pelas pochetes e pedem dicas de onde comprar.
Sucesso de vendas
Em Fortaleza, a publicitária Jeanne Ferreira, de 27 anos, viu no carnaval a oportunidade de empreender vendendo doleiras. Os acessórios ganharam o nome de "discretinhas", por serem feitos para colocar debaixo da roupa. A unidade é vendida a R$ 18, com várias estampas.
Em dois dias de pré-carnaval, ela lucrou R$ 500 com a venda de 30 doleiras. "Para esse período, tive a ideia de dar um pacotinho de glitter de brinde, aí todo mundo acha uma ótima surpresa. Além disso, para divulgação nos blocos eu fiz um estandarte das discretinhas", conta.
A popularidade levou à comercialização por encomenda durante a semana.
Jeanne diz que a opção de venda pela doleira é para driblar furtos, que segundo ela têm sido frequentes nas festas de pré-carnaval na rua.
Sucesso entre as mulheres, agora o desafio do acessório é conquistar outro público. "Queria vender para homem porque eles são as maiores vítimas, já que colocam tudo nos bolsos. Mas difícil convencer a usar uma bolsa por mais que seja por baixo da roupa.".