Hartung passou por um procedimento cirúrgico na sexta-feira, 3, para a retirada de um tumor na bexiga. Ele foi ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para a realização de um exame de imagem e os médicos decidiram operá-lo imediatamente.
Segundo eles, o tumor estava em fase inicial. O governador deverá ficar afastado das funções por mais duas semanas, mas nesta quarta-feira, 8, concedeu entrevista coletiva à imprensa, ao lado do governador em exercício, César Colnago, e do secretário Estadual de Segurança Pública, André Garcia.
Paulo Hartung criticou duramente a paralisação. "Não podemos sucumbir à chantagem corporativa."
Por duas vezes, ele declarou que o motim dos policiais militares é como um sequestro. "Não pode pagar resgate nem pelo aspecto ético, nem por uma questão que é fundamental na vida dos brasileiros, que é a Lei de Responsabilidade Fiscal." Ele disse ainda que, caso ceda, isso poderia se espalhar por outros Estados.
De acordo com o governador licenciado, atender às reivindicações salariais dos policiais é inviável. "Vocês sabem quanto custa esse aumento? Aplique esse porcentual que os políticos ontem se reuniram escondidos para pedir ao governo.
Hartung pediu "bom senso e equilíbrio", e criticou todos os envolvidos com a paralisação na Polícia Militar. "Estão manchando a imagem de uma instituição mais que secular. São atitudes grotescas. Quero olhar no branco do olho desses policiais e pedir que respeitem essa instituição, respeitem nosso Estado do Espírito Santo, respeitem o cidadão capixaba. Quem paga essa conta é o cidadão capixaba."
O governador licenciado também insistiu que o motim é ilegal. "Esse movimento é um movimento ilegal, inconstitucional, e pior: o método adotado por algumas lideranças é um método que dá vergonha. É o método da chantagem.".