"Vamos dobrar os recursos que foram expedidos no ano anterior. Vamos adquirir ferramentas tecnológicas, como radares móveis e sensores", afirmou Jungmann após mencionar a cifra de R$ 450 milhões.
Segundo ele, também será mantida a operação Ágata, por tempo indeterminado. A operação integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) do governo federal, criado para prevenir e reprimir a ação de criminosos na divisa do Brasil com dez países sul-americanos.
Desde 2011, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) coordena uma ação de grande escala com o objetivo de fortalecer a segurança dos quase 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres do Brasil. Ao longo da operação, militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira realizam missões táticas destinadas a coibir delitos como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, imigração e garimpo ilegais.
"A operação Ágata será contínua, não vai ter um período só. Vamos atuar de forma imprevisível, operação vai explorar o elemento surpresa", ressaltou.
Plano
Antes das declarações de Jungmann, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, detalhou as principais ações que deverão integrar o plano nacional de segurança pública elaborado pela equipe do governo. Inicialmente, o anúncio do plano estava previsto para ocorrer apenas no final deste mês, mas após os desdobramentos do massacre ocorrido em Manaus no último domingo, a cúpula do governo decidiu antecipar a divulgação das propostas.
Segundo Moraes, o plano terá três eixos centrais. "O primeiro objetivo do plano é reduzir homicídios dolosos e de violência contra mulher.