"Ele não tinha medo de dar as suas opiniões.
A família é de Belém, no Pará, e não via o rapaz desde 2013, pois ele não tinha dinheiro para voltar e fazer uma visita.
Diego morava no Rio desde 2011 e começou o curso de Letras na UFRJ em 2012. Entrou pelo sistema de cotas. "Ele tinha o sonho de morar no Rio de Janeiro. Sempre foi estudioso e a nota no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) seria suficiente para entrar em faculdades de outros Estados, mas queria o Rio", comentou o irmão.
O estudante foi encontrado no sábado na Baía de Guanabara, dentro do câmpus. O corpo tinha sinais de espancamento e estava sem a calça, mais um indício de crime motivado por homofobia.
Segundo o estudante, a vítima era gay e foi violentado com um cabo de vassoura. "Nossa segurança interna não registrou a ocorrência. E usaram desculpas do tipo 'Mas o que você estava fazendo aí?'", escreveu Diego Machado.
O assassinato está sendo investigado pela 37ª Delegacia de Polícia (Ilha do Governador) e pela Divisão de Homicídios. O traslado do corpo para o Pará está sendo tratado por amigas da universidade com apoio da reitoria. O enterro será no Estado em que ele nasceu.
"Não conseguimos entender. Ele não fazia mal a ninguém", disse Maycon..