Em entrevista à Rádio Itatiaia, a repórter afirmou ter dito aos policiais não saber que a área era restrita e que sairia assim que terminasse as gravações, mas, segundo ela, os policiais foram muito agressivos e lhe deram voz de prisão. Em nota, a Rádio Inconfidência, que é estatal, afirmou ser "solidária à repórter Verônica Pimenta, jornalista experiente, competente e comprometida com a profissão como prova diariamente nestes 11 anos de serviços prestados à emissora. Ressaltamos ainda que a Rádio Inconfidência repudia qualquer ato de arbitrariedade e cerceamento do direito de liberdade de informação. Informamos também que o departamento jurídico da Rádio Inconfidência está acompanhando todo o processo e vai tomar as providências cabíveis".
Para o presidente do sindicato dos jornalistas, o episódio não pode ser tratado de forma isolada.
O capitão Flávio Santiago, chefe da sala de imprensa da Polícia Militar, afirmou que a repórter foi presa por desobediência ao se recusar a deixar um perímetro de segurança necessário para a operação de retirada de moradores que estava em curso. Disse ainda que todos os jornalistas sabem que, nesses casos, a presença nesses locais é proibida. "Há uma área reservada para os repórteres, com estrutura, água". Sobre as outras atuações da PM citadas pelo presidente do sindicato dos jornalistas, o capitão afirmou que, no caso das balas de borracha, foi um fato isolado. "Tivemos várias outras manifestações desde 2013 e nada aconteceu". Em relação aos policiais do Batalhão de Choque convocados para a manifestação de repórteres da Alterosa que não receberam o décimo-terceiro, Flávio Santiago afirmou que a presença de grande número de homens já faz parte de estratégia para que não ocorram problemas em protestos..