A prisão foi autorizada pela Justiça que concedeu o pedido de prisão preventiva dos suspeitos de terem filmado o estupro e divulgado por meio do aplicado WhatasApp. No vídeo, a mulher estava desacordada dentro de um carro e não esboçou nenhuma reação ao ato, acontecido no dia 3 de junho, mas que só foi denunciado no dia 13, na delegacia de Campo Maior.
O delegado Laércio Evangelista que preside a investigação e o inquérito sobre o estupro, disse que os suspeitos confessaram a participação no vídeo e um deles admitiu que houve conjunção carnal com a vitima.
A vitima relatou a polícia que os acusados lhe ofereceram dinheiro para que não fosse denunciar o caso à policia. Ela conhecia os rapazes. Segundo o depoimento, eles lhe ofereceram um copo de bebida e ela desmaiou, não lembrando mais de nada do que aconteceu. Somente depois, tomou conhecimento do acontecido pelo vídeo.
A vítima sentiu a falta do celular e procurou um dos acusados, quando perguntou o porquê de eles terem feito aquilo com ela e ainda tinha gravado e divulgado o vídeo. Na gravação, um deles aparece dizendo: amanhã todo mundo preso em Sigefredo Pacheco. A jovem abusada teve de mudar de cidade.
Ela disse sentir muita vergonha e não ter coragem de sair na rua.
Segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, no ano passado foram registrados 539 casos de estupro no Piauí. A representante da União de Mulheres Piauienses (UMP), Maria Lúcia Oliveira, afirmou que os número são subnotificados porque boa parte da mulheres não registram a ocorrência na polícia por medo ou pelo constrangimento de reviver o caso. Muitas vezes não tem nenhum resultado da investigação, reclamou..