Os jovens saíam de uma feira agropecuária, e o carro esbarrou em um cone de sinalização, o que fez os policiais suspeitarem de que o motorista estaria embriagado. Nenhum deles tinha antecedentes criminais.
De acordo com a investigação, após o tiro, os policiais tentaram socorrer o rapaz e obrigaram uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), que transportava um doente, a deixar o paciente no local para atender a vítima. Como a médica e a enfermeira se negaram porque o rapaz já estava morto, elas foram ameaçadas de prisão por desacato.
Para o ouvidor Júlio Cesar Fernandes Neves, o socorro à vítima já em óbito teria sido uma forma de alterar a cena do crime e dificultar a investigação. Ao comando da PM, os policiais alegaram que houve um disparo acidental, pois a vítima teria feito um movimento brusco, interpretado como possível reação à abordagem. Os acompanhantes do rapaz disseram que Bryan não esboçou nenhuma reação e estava com o cinto de segurança quando foi atingido.
Com base nas declarações dos policiais, o comando da PM de Ourinhos abriu investigação por homicídio culposo - sem intenção de matar. O policial foi afastado do trabalho nas ruas até o fim das investigações. Neves informou ter pedido à Procuradoria Geral de Justiça a designação de um promotor criminal para acompanhar o caso. Ele vai denunciar os outros policiais por terem alterado a cena do crime.
Na Polícia Civil de Ourinhos, o caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais como de homicídio doloso, ou seja, intencional. O delegado Paulo Henrique Carvalho precisou recorrer à Justiça para obter informações da PM sobre o caso.
A equipe de investigação enviou para perícia as imagens de uma câmera de segurança instalada no local da abordagem e também a arma do policial. A Corregedoria da PM informou que o policial foi preso em flagrante e liberado após audiência de custódia..