O grupo do desocupa também organizou turnos de vigília na unidade para impedir que ela seja tomada novamente durante o fim de semana. Eles também pediram o reforço de seguranças ao Centro Paula Souza.
Eles (invasores) ameaçaram voltar, então, estamos preocupados em ter de enfrentar esse problema novamente. Por isso, vamos nos revezar durante o fim de semana, para a unidade não ficar vazia, disse Adriana Chaves, orientadora educacional da Etec.
A gente precisa ter aula, não dava mais para esperar que eles desocupassem. Até porque eles não tinham planos de sair da escola, disse o aluno do 2º ano de Mecatrônica Enzo Neves, de 16 anos.
Prejuízo
- Nesta sexta-feira (13), Enzo e outros 20 estudantes ajudavam funcionários a limpar e organizar a unidade, para que as aulas possam ser retomadas na segunda. Estava uma bagunça, cadeiras quebradas, salas sujas, além de objetos furtados. É muito triste ver isso na minha escola, disse João Vitor Carrilho, de 17 anos, aluno do 3º ano.
De acordo com a direção do Centro Paula Souza, além dos estragos ao mobiliário e instalações, à central de telefonia e ao circuito de câmeras, os invasores levaram HDs com o banco de dados de mais de 30 mil alunos que já passaram pela escola.
Segundo a instituição, outras três Etecs da capital foram desocupadas ontem após a mobilização de pais e alunos para retirar os manifestantes. Na Horácio Augusto da Silveira, na zona norte, os próprios invasores decidiram sair após assembleia.
O Estado de S. Paulo..