Segundo o delegado Amadeu Ricardo dos Santos, foram três meses de investigação nos quais foram identificados os envolvidos por receber, vender e guardar as drogas. Os pontos de venda ficavam nas Ruas São Paulo e dos Estudantes, que são próximas ao prédio do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), do próprio 1.º DP, faculdades e de restaurantes.
A Justiça deferiu 14 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. Além dos presos, foram apreendidos quatro mil pedras de crack prontas para venda, maconha e pertences como relógios, pulseiras, que eram usados por usuários na troca pelo entorpecente. Um dos presos é Edirley Morais da Paz, apontado como o gerente da Baixada do Glicério. Três suspeitos estão foragidos.
"Alguns traficantes saíam para praticar assaltos na região após o final do seus turnos nos pontos de venda", disse o delegado. A polícia apurou que os vendedores trabalham em turnos de 12 horas e ganhavam folga no dia seguinte. Os traficantes também expulsaram famílias que viviam em cortiços e usavam os imóveis como locais para preparar e guardar as drogas..