"A prefeitura exigiu aos integrantes do movimento que a cidade retome a sua normalidade para que seja possível avançar no diálogo. Hoje, nós aplicamos multas com base no Código de Trânsito Brasileiro, a que estão sujeitos todos os cidadãos. Caso os taxistas mantenham a manifestação dessa forma, nós tomaremos medidas mais enérgicas, podendo chegar até mesmo à cassação da autonomia dos taxistas que permanecerem interferindo no dia a dia da cidade e prejudicando a população carioca", afirmou o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani.
Desde as primeiras horas da manhã, os taxistas transitaram com lentidão pelas ruas e avenidas de todas as áreas da cidade. O congestionamento obrigou o Centro de Operações da Prefeitura a colocar o município em estágio de atenção, às 9h30. Por volta das 11h, os taxistas começaram a se dirigir ao Tribunal de Justiça, no centro da cidade. Eles protestam contra uma liminar que impede a prefeitura fiscalizar motoristas do Über.
"É importante frisar que o grande motivo dessa manifestação é a contestação de uma decisão judicial, que foge ao controle do município.
O chefe-executivo do Centro de Operações, Pedro Junqueira, explicou que, em média, são observados entre 90 e 100 km de congestionamento no rush matinal. No entanto, a cidade já teve dias com até mais congestionamento do que esta sexta-feira. "O que aconteceu hoje não é fora do comum. Como a manifestação estava anunciada desde ontem, as pessoas migraram para outros transportes que não são afetados, como metrô, barcas e trens. Também pudemos nos planejar e garantir que as calhas do BRT não fossem fechadas", explicou.
Apesar do planejamento, o protesto causou transtornos em toda a cidade. O Aeroporto do Galeão foi um dos mais prejudicados. Os taxistas fecharam completamente as vias de acesso aos dois terminais de embarque e desembarque e houve registro de brigas com motoristas do Uber. A Infraero registrou cinco voos atrasados no Galeão. No Aeroporto Santos Dumont foram dez voos cancelados e um atrasado.
A Polícia Militar informou que teve de reforçar o policiamento em todos os pontos de concentração, inclusive com participação do Batalhão de Choque, que foi deslocado para o Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador. A Polícia Militar também acompanha o protesto com duas aeronaves.
A Prefeitura informou que 550 operadores da CET-Rio estão nas ruas para organizar o tráfego. O trabalho está sendo realizado com apoio de outros órgãos da Prefeitura, como Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) e Centro de Operações Rio - com monitoramento em tempo real da situação..