Taxistas 'param' o Rio de Janeiro em protesto contra o Uber

Categoria realizou carreatas nas principais avenidas da capital fluminense na manhã desta sexta-feira, 01

Cidade tem sido alvo de constantes protestos de taxistas contra o aplicativo de caronas pagas - Foto: Vanderlei Almeida / AFP PHOTO - 24/07/2015

Rio de Janeiro, 01 - Taxistas do Rio de Janeiro promovem nesta sexta-feira, 1, manifestações em diferentes pontos da capital fluminense contra o aplicativo Uber e contra o que consideram lentidão da prefeitura e da Justiça para proibi-lo.

Os profissionais fazem carreata em vias de grande movimento, como Avenida Brasil, Via Dutra, Ponte Rio-Niterói, Rodoviária Novo Rio e nas proximidades dos aeroportos Santos Dumont, no Centro, e Antônio Carlos Jobim (Galeão), na Ilha do Governador. O protesto foi articulada via redes sociais. As concentrações começaram durante a madrugada, em pontos combinados em São Cristóvão, Copacabana e Ilha do Governador.

Na Avenida Atlântica, em Copacabana, após reunião no Posto 6, taxistas ocupavam, no início da manhã, as três faixas da pista sentido centro. Vias expressas foram afetadas com grande congestionamentos, como a Linha Amarela e Linha Vermelha. Taxistas de Niterói e São Gonçalo também se deslocaram para a manifestação na capital.

Protesto prejudica o aeroporto

Por causa da manifestação, passageiros que desembarcaram nesta sexta-feira, 1, no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio não encontraram táxis para se deslocar pela cidade. Funcionários da Infraero orientavam os passageiros a utilizarem ônibus ou percorrerem a pé o caminho até o centro da cidade. Taxistas que tentavam embarcar passageiros eram hostilizados e o policiamento teve que ser reforçado na região.

O bancário Frederico Tinoco, que chegou de São Paulo, era um dos que cogitavam a segunda opção. "Tenho uma reunião no centro e estou há meia hora tentando um táxi.
Se soubesse dessa greve nem teria embarcado para o Rio hoje. Estou pensando em fazer o meu trajeto a pé, mas, com esse calor e usando terno, a caminhada de 30 minutos não vai ser boa. Acho que a luta deles contra um serviço não homologado é justa, mas manifestar parando a cidade acho errado. Vira bagunça", disse.

A taxista Maria da Graça Fernandes, de 68 anos e há 20 na profissão, passou pelo aeroporto com o carro enfeitado com bandeiras do Brasil. "Não é justo eu, que trabalho na madrugada, ver o passageiro entrar em um carro particular." Gasto R$ 700 reais de taxas todos os anos para manter o custo do carro", reclamou..