"É como se você tivesse um carro zero aguardando na garagem há anos para ser usado. Quando for tirado da caixa, não estará em condições adequadas", afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, Cláudio Tinoco Mesquita. "Mais do que desperdício de recursos públicos, essa falha tira uma oportunidade importante para vários pacientes, que não têm como esperar."
A Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET, na sigla em inglês) passou a ser incluída no Sistema Único de Saúde (SUS) em abril de 2014 para diagnóstico de câncer de pulmão, colorretal e de linfomas.
Nos três Estados, aparelhos permanecem em caixas porque não foram providenciadas obras necessárias para as salas onde eles devem ficar. "Eles precisam de condições adequadas de refrigeração e eletricidade", disse a professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Simone Brandão.
O aparelho de PET chegou ao serviço em 2012, comprado com recursos doados do Ministério de Ciência e Tecnologia. "O aparelho custou cerca de R$ 3 milhões e requisitamos recursos do hospital para uma reforma", disse Simone. Parte da verba foi realocada e, até agora, a reforma não foi concluída.
O problema é o mesmo no Rio Imagem. O aparelho foi adquirido em 2014.
Falta
De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, o número de PETs no País é baixo. Há 135 equipamentos em serviços privados e públicos, e a maioria está na rede particular - metade no Sudeste.
Em nota, a Secretaria de Saúde do DF informou que o aparelho foi adquirido em 2013. Na época, não foram levadas em consideração as obras necessárias para abrigar o equipamento. A estimativa é que as obras sejam concluídas em oito meses. O Ministério da Saúde afirmou que aparelhos não foram adquiridos com recursos federais.
As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo..