Bruno Almeida começou a ter os primeiros sintomas na segunda-feira, 22 - febre, dores no corpo, diarreia. Apesar de ter plano de saúde, procurou um posto de saúde por acreditar que os médicos estariam mais familiarizados com casos de dengue e zika. "No posto, constataram que ele estava com zika, deram soro e o mandaram para casa.
Na segunda-feira, Almeida acordou suando frio e reclamando de muita sede. Enquanto a mãe buscava um copo d'água e o pai tirava o carro da garagem para socorrê-lo, morreu. Ele foi enterrado na tarde do mesmo dia. Não foi feita autópsia. A família estuda entrar com pedido judicial para que o corpo seja exumado, informou Gustavo. A assessoria de Imprensa da SES informou que ainda não é possível confirmar que o professor teve zika.
Bruno Almeida havia ingressado na Rural em 2011. Muito querido pelos alunos, seria o patrono de uma turma de formandos em 21 de março. Uma van levou alunos e colegas do professor no câmpus Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para o enterro em Niterói. Nas redes sociais, a professora de direito internacional da Universidade do Estado do RIo de Janeiro Carmen Tibúrcio postou um desabafo: "A epidemia causada pelo zika parece preocupar mais à comunidade internacional do que os nossos governantes, bem como os postos de saúde aos quais Bruno se dirigiu aparentemente não deram maior atenção ao caso pois o liberara", escreveu. Ela deu aula para Bruno a partir do 3º período da graduação e o orientou no mestrado e no doutorado.
Até as 19h, a Secretaria Municipal de Saúde de Niterói não havia se manifestado sobre o caso.
Boletim
O Estado do Rio registrou 17.310 casos suspeitos de dengue entre 1º de janeiro a 1º de março de 2016.