"Foram dois anos longe da família. Morando sozinho em Brasília. Do Inep para casa, de casa para o Inep. Com o tempo essa situação pessoal foi deixando marcas, principalmente por não acompanhar a vida dos meus familiares. Até que gerou sofrimento", disse Soares à reportagem na noite de terça-feira, 1º.
Desde o fim de 2015, Soares enfrenta desgaste com os servidores do Inep, após ter apresentado uma proposta de reestruturação do órgão. Para a Associação dos Servidores do Inep (Assinep), a mudança "desestruturava e comprometia" as finalidades do instituto. O Inep afirmou que a reforma preservava todas as suas atribuições institucionais.
"O Inep precisa é de mais investimento, mais cargos de gestão para dar conta das atribuições crescentes, funcionamento do Conselho Consultivo com a participação dos servidores, planejamento estratégico, questões até agora sem resposta", disse a direção do Assinep, que também cobrou mais diálogo do próximo presidente.
Entre os nomes cotados para assumir a presidência do instituto, segundo apurou o Estado, estão Alexandre André dos Santos, diretor de Avaliação da Educação Básica, do Inep - que tem o apoio dos servidores - e Reynaldo Fernandes, ex-presidente do órgão.
Recordes
Soares foi responsável pela maior edição do Enem, de 2014, com mais de 9 milhões de inscritos e 8,7 milhões de participantes confirmados. Foi também na gestão dele que a prova rompeu a sequência de recordes, em 2015, quando o exame passou a custar mais caro e o Inep registrou 10,67% de redução no número de inscritos.
Outra marca importante do professor foi a atualização dos temas do exame, o que garantiu a inclusão do debate sobre a violência contra a mulher na redação de 2015. Além do Enem, o Inep também é responsável por outras avaliações da educação básica e do ensino superior no Brasil, como a Provinha Brasil e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).
As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo..