São Paulo, 30 - A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) estima em R$ 1 milhão o prejuízo decorrente de furtos e depredações durante ou após as ocupações de escolas em São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, houve danos em 72 unidades. As invasões atingiram 196 colégios - ontem, alunos ainda estavam em 13. Uma entidade estudantil afirma que o governo quer "criminalizar" o movimento.
A pasta argumenta que o valor divulgado é uma estimativa. O levantamento ainda estaria sendo feito pela direção de cada uma das escolas e não incluiria perdas com merenda.
Somente neste fim de semana, "seis unidades localizadas nas regiões de Bauru, Pirassununga, Guarulhos, Campinas e na zona leste da capital registraram ocorrências de furto, depredação e vandalismo", diz a secretaria em nota. O governo informou que todos os casos serão investigados pela polícia.
Segundo a pasta, os episódios aconteceram entre os dias 23 e 27 deste mês, após as escolas serem desocupadas. Há casos de furtos de computadores, notebooks, radiocomunicadores e eletrodomésticos.
Na escola Conselheiro Crispiniano, em Guarulhos, houve a destruição de objetos da secretaria, das salas de coordenação e de equipamentos de festas da unidade.
Em apenas uma escola, a Coronel Antônio Paiva de Sampaio, em Osasco, na região metropolitana, a secretaria já havia divulgado que o prejuízo com a invasão da unidade ficaria em cerca de R$ 250 mil. O colégio, que ficou 15 dias ocupado, teve pelo menos dez computadores, duas televisões de LED e 15 tablets roubados na noite de 30 de novembro.
Para o advogado Victor Grampa, que defende a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), houve casos de depredação de escolas após a saída dos estudantes e a maioria das unidades foi beneficiada pelas ocupações.
"Essa divulgação faz parte do movimento de criminalização dos estudantes.
Reorganização
Nesta terça-feira, 29, Alckmin disse esperar pelo fim das invasões. "Acho que em dois dias acaba", afirmou, durante a inauguração de uma unidade do Detran em Franca. Apesar dos protestos, ele disse que a reorganização será mantida e discutida no próximo ano para ser implementada em 2017.
Para enfrentar as posições contrárias, o governador disse que basta explicar a intenção do projeto. "O objetivo é melhorar a qualidade da escola pública e não misturar alunos de idades diferentes." Ele afirmou ter estudos que comprovam que dividir os estudantes da forma pretendida traz resultados positivos para a educação pública. E que tudo isso será apresentado a pais e alunos.
O projeto previa o fechamento de 93 escolas e a transformação de 754 prédios em unidades de ciclo único (em que há só alunos de 1.º ao 5.º ano, 6.º ao 9.º ou ensino médio). O governo recuou e revogou sua implementação, após as ocupações.
Sobre as invasões que ainda persistem no Estado, a secretaria informou que continua a enviar as equipes das diretorias de ensino para dialogar com os manifestantes para que desocupem os prédios. As informações são do jornal
O Estado de S.