A antecipação da greve - que já estava marcada para ter início nesta segunda-feira, 20 - ocorre devido ao assassinato do agente Rodrigo Ballera Miguel Lopes, de 33 anos, do CDP de Campinas, morto a tiros na quinta-feira, 16, e espancamento de outros quatro agentes - um no CDP-4 de Pinheiros e outros três na penitenciária de São José dos Campos. O assassinato é o oitavo de agentes penitenciários este ano no Estado. De acordo com os líderes sindicais, os crimes são praticados por determinação do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que domina os presídios paulistas.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), Daniel Grandolfo, a partir desta segunda-feira, 20, apenas os serviços de emergência médica e de alimentação dos presos serão mantidos. "Estão suspensas as entregas de jumbo (alimentos e outros pertences levados pelos parentes) e de Sedex e também a transferência de detentos, entre outros serviços", afirmou.
Segundo Grandolfo, ao contrário da greve programada, a paralisação do fim de semana não teve qualquer interferência do sindicato. "Esta antecipação é um exemplo de como anda o clima dentro dos presídios. Estávamos marcados para iniciar a greve no dia 20, e o sindicato cumpriu todas as obrigações da lei com assembleias e tudo, mas os agentes estão revoltados com a insegurança", explicou.
Os agentes reivindicam que o governo cumpra os acordos feitos com a categoria na greve do ano passado, como o pagamento de bônus salarial, que não foi feito, e a retirada de processos disciplinares administrativos contra 32 grevistas.