Pelo texto, o número máximo de assistentes parlamentares que podem ser nomeados por vereador sobe dos atuais 17 para 29, além de um cargo de chefe de gabinete já previsto.
O projeto de lei, apresentado pela Mesa Diretora da Casa, teve tramitação relâmpago. Foi protocolado na terça-feira, lido em plenário na quarta, publicado no Diário Oficial e aprovado ontem em votação simbólica (quando não há objeção), após passar por congresso de comissões em um único dia. O argumento para a rápida tramitação do é justamente porque ele não prevê aumento de despesas e porque teve o apoio de todas as bancadas partidárias: PT, PV, PPS, PMDB, PP, PDT, PHS, PSDB, PTB, PROS, PRB, PSB, PR e DEM. O texto terá de passar por uma segunda votação antes de ser encaminhado para sanção do prefeito Fernando Haddad (PT).
"Tem vereador que está com pouca gente no gabinete e há muito trabalho. Por isso que o pessoal quis mais funcionários. Como não havia aumento de custos, não teve nenhuma objeção", disse o vereador Milton Leite (DEM). "Não participei da votação nem vou mexer no meu gabinete.
A justificativa formal para o projeto, que é enviada em todas as propostas de lei, diz que ele "tem por finalidade readequar a estrutura e o funcionamento da assessoria parlamentar dos gabinetes, a fim de permitir que cada vereador, no exercício do seu mandato, possa melhor estruturar o trabalho para bem atender aos anseios dos munícipes, sem que, com isso, ocorra qualquer aumento ou acréscimo de despesa salarial".
Nos bastidores do Legislativo, contudo, cogita-se a possibilidade de um novo projeto ser apresentado para aumentar a verba para pagamento dos funcionários que, hoje, já ficam exprimidos nos gabinetes. Os novos assistentes poderão ser usado pelos vereadores para atuar nas bases, um reforço em pleno período pré-eleitoral. Segundo assessoria da Presidência, formalmente, só a Mesa Diretora pode apresentar a proposta, o que foi feito porque era um pedido de todos os líderes.
As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo..