Na sexta-feira, o governo do Acre informou a Prefeitura de que um novo acordo foi firmado e, portanto, a partir daquela data voltaria a enviar os ônibus custeados por recursos do Ministério da Justiça. O traslado ficou suspenso por um mês. A reportagem tentou contato com o governador do Acre, Tião Viana (PT), mas não obteve resposta.
Segundo o secretário adjunto de Direitos Humanos de São Paulo, Rogério Sottili, desde a semana passada o Acre avisou que enviaria 43 ônibus com haitianos: 23 virão para São Paulo e 20 seguirão para Porto Alegre. "Devem chegar em média três ônibus por dia. Estamos nos preparando para receber essas pessoas, com acolhimento.
A novidade é que um haitiano e um brasileiro, com domínio de creole e francês, estarão na Barra Funda, a partir desta sexta, para orientar os recém-chegados. Em 15 dias, a Prefeitura terá um quiosque de informações para imigrantes no Terminal.
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A reportagem apurou que a gestão Haddad procurou apoio do cardeal de São Paulo, d. Odilo Pedro Scherer, para indicar locais de abrigo de ordem católica. O religioso teria sugerido um endereço na Armênia. A Prefeitura confirmou que articula um abrigo emergencial no bairro, com capacidade para até 60 imigrantes.
De acordo com o coordenador de políticas para migrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Paulo Illes, até o fim de agosto deve ser fechado um abrigo na Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu (Scalabrinianas), na região do Pari, com capacidade para 150 pessoas (30 mulheres e 120 homens). Por enquanto, a Prefeitura dispõe de um espaço novo de acolhida para imigrantes, aberto há uma semana, na Penha, zona leste. O local pode receber 80 mulheres e crianças - nesta quinta-feira, 18, havia 60 abrigados. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo..