Segundo o porteiro Eduardo Barbosa, de 36 anos, o filho havia desistido de ir à aula de fotografia, que cursa na PUC-RJ, em projeto do programa "Criança Esperança", exatamente para não se expor ao intenso tiroteio que opunha policiais e traficantes na comunidade.
"Wesley estava deitado no sofá, na sala de casa, e minha mulher estava no computador. Ela se levantou e foi fechar a janela, porque o barulho dos tiros estava cada vez mais perto. Ele levantou a cabeça, puxou a mãe e gritou: 'mãe, cuidado!'. Nesse momento tomou o tiro", afirmou.
A mãe, Claudionora Barbosa, contou que inicialmente achou que fosse brincadeira do menino.
"Mas quando ele levantou eu vi o ferimento e entrei em desespero. O (Batalhão de) Choque parou a gente no caminho e não quis deixar passar, mas meu marido enfrentou e a gente passou no meio deles. A gente dormiu na Rocinha e acordou na Síria", comparou a mulher.
A operação foi promovida por vários batalhões da PM para reprimir o tráfico de drogas na Rocinha.