De acordo com o paleontólogo Rodrigo Miloni Santucci, que coordena os trabalhos, serão necessários cinco anos para analisar os ossos e compará-los com o de outros dinossauros. Ao final, serão usados recursos de impressoras 3D para montar réplicas do gigante, antes de devolver a ossada ao Museu de Paleontologia de Marília.
O esqueleto foi encontrado em 2009 pelo pesquisador William Nava, coordenador do museu, ao lado da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros. De acordo com Santucci, para retirar os ossos foi necessário remover cinco toneladas de pedras com o uso de tratores e britadeiras. O trabalho se estendeu até 2012.
O local ficou protegido até que saísse o financiamento para a escavação. As escavações revelaram que boa parte do esqueleto do réptil ancestral estava intacta, como crânio, vértebras do pescoço, tronco, fêmur, cauda e ossos da costela. Os blocos de rocha foram levados inicialmente para o museu. A transferência para Brasília para facilitar os estudos ocorreu em março deste ano.
A análise da ossada permitirá comparar o titanossauro de Marília com outros dinossauros e definir se a espécie já é conhecida.
Além da UnB, participam do projeto, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRG). Em todo o mundo são conhecidas 50 espécies desse dinossauro e fósseis de dez delas foram achados no Brasil. Os titanossauros se alimentavam de plantas e tinham, em média, 15 metros de comprimento por 2,5 de altura, além de um pescoço de 4 metros, chegando a pesar dez toneladas..