Com talento para escrever, Íris Regina Chagas, de 17 anos, estuda em uma escola de tempo integral em São José dos Campos, no interior de São Paulo. "O que mais se destaca é nosso protagonismo. Podemos criar clubes sobre assuntos que a gente gosta e desenvolver isso com alunos, sem interferência direta do professor." Com os superdotados, a ideia é propor desafios além do conteúdo regular.
Para dar o tratamento certo a esse grupo, a chave é facilitar a identificação do aluno acima da média. "Formamos grupos de profissionais que fazem a multiplicação na escola para ter esse olhar", explica Neusa Rocca, que atua no Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado da Secretaria da Educação do Estado. Cinco mil docentes já foram formados.
A proporção de superdotados em cada rede depende da abrangência e da metodologia de identificação desses alunos. O total em São Paulo, para Neusa, é bem maior do que o número do cadastro.
Rede privada
O Colégio Objetivo, na Chácara Santo Antônio, zona sul da capital, faz testes para rastrear talentos entre novos alunos.
Raul Monteiro, de 10 anos, passou por três colégios antes do Objetivo, onde se adaptou. Em outra escola, foi considerado problemático porque ficava desmotivado.
Agora, ele desenvolve nas aulas sua paixão por engenhocas e sensores. "O professor ensina o básico e temos de nos virar para aprender o resto", conta. "Temos de saber programar, montar e um pouco de Física", afirma Raul, entusiasmado.
As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo..