No começo da manhã deste sábado (4), a nuvem de fumaça estava aparentemente menor e já não era vista em longas distâncias, mas voltou a ganhar força. Moradores da área relatam na internet que as labaredas voltaram a crescer. Segundo os bombeiros, apesar de extinto em dois tanques, o fogo continua forte nos outros três. Desta forma, permanece o esquema de resfriamento contínuo, para impedir o alastre, aguardando que o combustível armazenado seja consumido. A área atingida fica perto do Porto de Santos e da Rodovia Anchieta.
Caminhões-pipa da Sabesp estão no local para garantir a continuidade dos trabalhos caso ocorra algum problema no abastecimento feito pela embarcação Governador Fleury, que está transferindo água do mar para as viaturas dos bombeiros. Representantes do Corpo de Bombeiros, da Prefeitura de Santos, Cetesb, Polícia Militar, Guarda Portuária e Ultracargo se reuniram para avaliar a situação.
O incêndio começou por volta de 10h de quinta-feira (2), após uma explosão.
No começo da noite de sexta-feira (3), os bombeiros conseguiram apagar o fogo em dois dos cinco tanques atingidos pelas chamas. Apesar disso, segundo os Bombeiros, o incêndio ainda não está controlado. A coordenação da operação evita fazer previsões sobre o fim dos trabalhos, mas há expectativa de que dure mais dois ou três dias.
No começo da noite de quinta-feira (2) um tanque desabou e o combustível ficou espalhado, dificultando ainda mais a contenção das chamas. Novas explosões foram registradas na manhã da sexta-feira (3). Na região do incidente houve chuva de cinzas, sujando carros e roupas. Segundo especialistas, não se trata de resíduo tóxico, mas de algo parecido com carvão. De qualquer forma, há recomendação para que as pessoas evitem exposição ao material.
De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o movimento de navios no canal do estuário permanece interrompido no local do incêndio. Os cinco navios removidos da área pela Praticagem continuam na Barra de Santos, aguardando autorização para retornar.
Contaminação. A fumaça formada pela queima de combustível é poluente. Partículas e gases podem ser levados pelo vento para a Serra do Mar. Por isso, o incêndio nos tanques da Ultracargo pode provocar um acidente ambiental, prejudicando fauna e flora. Muitos especialistas têm feito alertas sobre esse problema em entrevistas a veículos de comunicação e jornalistas que estão cobrindo o incidente. No caso do etanol, a queima provocaria uma fumaça azulada. A cor preta é preocupante, porque indica conter outros elementos, como o material do próprio tanque, a tinta e outros combustíveis. Não há enxofre nos materiais envolvidos, o que descarta a possibilidade de chuva ácida..