Segundo integrantes do governo e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o nível mínimo de armazenamento do Sistema Cantareira, o maior e em situação mais crítica, para evitar o rodízio ainda está longe de um consenso.
Essa ideia, contudo, foi rechaçada por Alckmin na quinta-feira, 19. "Não há nenhuma procedência nessa informação, nenhuma. Não tem nem discussão em relação a isso", disse o governador. Na quinta, o Cantareira registrou alta de 0,6 ponto porcentual pelo segundo dia consecutivo, chegando a 9,5% da capacidade, considerando as duas cotas do volume morto. Na prática, o sistema opera com índice negativo em 19%. Para integrantes do governo, seria preciso recuperar mais água do volume morto para ter uma segurança maior. Em 2014, o Cantareira começou o período seco com 13% acima de zero.
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antecipou, técnicos da Sabesp calculam um índice mínimo do Cantareira que, se não for atingido, acionaria o "gatilho" do rodízio oficial de quatro dias com água e dois sem. Além do fator climático, cujas previsões apontam dias mais secos até o fim o mês e chuvas abaixo da média em março, o governo ainda avalia quando conseguirá concluir as obras emergenciais para aumentar a oferta de água na Grande São Paulo, como a captação de 1 mil litros por segundo do Rio Guaió, em Suzano, e a ligação das Represas Billings e Taiaçupeba, com acréscimo de mais 4 mil litros por segundo no Sistema Alto Tietê, que também teve altas expressivas neste mês e chegou ontem a 17,2%.
"Eu não me arriscaria a dar um número mágico. O volume de chuva é muito bom, mas ainda é cedo para tirar qualquer conclusão", disse Gesner Oliveira, ex-presidente da Sabesp. "Não é uma conta simples porque são muitas variáveis. O importante é continuar economizando", disse Antonio Eduardo Giansante, mestre em Engenharia Hidráulica e Saneamento.
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