O edifício é abastecido pelo Sistema Cantareira, que na quarta-feira, 11, estava com 6,4% da capacidade, incluindo duas cotas do volume morto.
Segundo o presidente da Casa, Chico Sardelli (PV), o poço deve custar cerca de R$ 150 mil e o investimento deve ser recuperado em até quatro meses.
"Esse é o primeiro passo. Vamos deixar de consumir 4,5 mil metros cúbicos (milhões de litros) por mês da rede da Sabesp, o que pode abastecer de 500 a 1 mil residências, e economizar até R$ 600 mil por ano. Também estamos fazendo estudos para fazer o reúso da água da chuva que cai no telhado, por meio de cisternas, e, em um segundo momento, instalar painéis solares para economizar energia", disse Sardelli, que assumiu a presidência da Assembleia no início do mês e fica no cargo até a eleição da Mesa Diretora, em 15 de março.
Gasto
Apesar do agravamento da crise na Grande São Paulo ao longo de 2014, a Assembleia gastou 21% mais água no ano passado do que em 2013. O consumo médio mensal saltou de 3,7 milhões para 4,5 milhões de litros. O Legislativo afirma que a alta aconteceu porque a Casa recebeu muitos eventos em 2014, que foi ano eleitoral, e porque 2013 já havia registrado uma grande redução em relação a anos anteriores, quando foram gastos até 4,8 milhões de litros.
Segundo o Departamento de Comunicação da Casa, em 2013 o Legislativo instalou vários equipamentos de economia de água, como torneiras automáticas e vasos sanitários com descarga acoplada, além de reparar vazamentos.
Já o comitê hídrico criado pelos deputados será composto por 18 parlamentares de todos os partidos e terá como objetivo acompanhar a crise hídrica no Estado e elaborar e votar propostas de leis que possam ajudar a resolver ou amenizar o impacto da escassez de água.
As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo..