De acordo com os dados da secretaria, entre 4 e 24 de janeiro, três primeiras semanas epidemiológicas do ano, foram 120 casos confirmados da doença, contra 45 no mesmo período de 2014. O número deve aumentar pois, apesar de apenas 120 casos terem sido confirmados, já foram notificados 1.304 registros de pacientes com suspeita de contaminação. Nesse ritmo, a secretaria estima que a cidade de São Paulo possa enfrentar situação crítica em 2015, com até 90 mil casos de dengue. No ano passado, quando a capital paulista já bateu recorde de casos e óbitos, foram 28.995 pacientes infectados e 14 mortes.
"Estamos diante de uma crise hídrica. A população está armazenando água, mais na periferia do que no centro. Se essa água não for coberta, a possibilidade de estes reservatórios se transformarem em focos de mosquito é gigantesca", disse o secretário municipal de Comunicação, Nunzio Briguglio Filho.
Doença prima da dengue e transmitida pelo mesmo mosquito, o crescimento de casos de chikungunya também preocupa. Desde o início do ano, no entanto, não foi registrado nenhum caso autóctone (de transmissão dentro da cidade) da doença. Foram apenas três casos importados.
A Prefeitura diz que, diante do cenário preocupante, reforçou o trabalho dos 2.500 agentes de zoonoses da cidade, "com ações de visita porta a porta, grupos de orientação e ações de combate nos locais de grande concentração de pessoas". Afirma, no entanto, que os moradores devem ficar atentos aos possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti no ambiente doméstico, como pratinhos de vasos de plantas, que devem ser preenchidos com areia; piscinas, que devem ser tratadas com cloro e cobertas; e caixas de água, que não devem ficar destampadas..