Os presos voltaram a exibir nas lajes reivindicações de mais rapidez no julgamento de processos e pedidos de afastamento do juiz Luiz Rocha, da 1ª Vara das Execuções Penais. Do lado de fora, familiares de detentos aguardavam informações. Pela manhã, foram ouvidos disparos dentro do complexo.
A última informação oficial sobre a rebelião foi divulgada no final da noite de ontem pela Secretaria de Ressocialização, identificando os mortos e informando que a situação estava sob controle. O delegado João Paulo Andrade, da 4ª Delegacia de Homicídios, foi designado para apurar as circunstâncias da morte do PM Carlos Silveira do Carmo, 44 anos. O outro morto foi o detento Edvaldo Barros da Silva Filho, de 33 anos.
Medidas emergenciais foram anunciadas na semana passada pelo governo estadual, depois que o secretário-executivo de Ressocialização, Humberto Inojosa, renunciou ao cargo após a divulgação de imagens na TV Globo, no dia 7, de presos com facões e celulares no presídio, o maior do Estado. PMs fizeram uma revista e recolheram 121 armas brancas - facões, facas e foices -, 14 celulares, carregadores e pen drives. No complexo prisional, com capacidade para 350 presidiários, há 1,9 mil presos.
Há uma semana, o governo estadual anunciou a conclusão e entrega do Complexo de Tacaimbó, da Cadeia de Santa Cruz do Capibaribe e do presídio de Itaquitinga (todos no interior do Estado), além de reforma e ampliação do Complexo do Curado.
"A área está renegada pelo governo federal", afirmou, ao destacar a superpopulação carcerária como um dos problemas a serem enfrentados por Pernambuco e pelo Brasil. Segundo ele, o Estado conta hoje com 12 mil vagas para 32 mil presos. Em 2007, a população carcerária era de "pouco mais de 10 mil.".