Na primeira sindicância, feita em 2013, professores da comissão disseram que a relação sexual havia sido consensual. Em depoimento ontem na CPI, a aluna do 5º ano de Medicina, de 22 anos, acusou a comissão de forjar seu relato sobre o caso.
Ela disse que teve acesso aos documentos da sindicância e que o depoimento que constava como seu não era verdadeiro. Auler afirmou que confia nos professores, mas que vai apurar a denúncia. Segundo a jovem, ela não assinou o depoimento oral na ocasião.
De acordo com o diretor, a primeira sindicância era apenas uma "apuração preliminar que não se satisfez". Ele disse que encaminhará à procuradoria da USP pedido de apuração sobre a suposta falsidade ideológica relatada pela jovem. A sindicância foi reaberta após a aluna revelar o estupro em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, em novembro. Na ocasião, outra estudante também contou ter sido violentada, o que motivou a criação da CPI.
Outros casos
Uma aluna do grupo feminista Geni e outro estudante de Medicina também participaram da CPI para repetir relatos de trotes abusivos e denunciar o que chamam de cultura machista na instituição.
O Estado de S. Paulo..