Até agora, só se conhecia outros oito pequenos planetas - com dimensões no máximo duas vezes maiores que as da Terra - localizados na zona habitável de suas estrelas. Para estar nessa zona, um planeta deve receber de sua estrela-mãe uma quantidade de radiação semelhante à que a Terra recebe do Sol. Quando a radiação é exagerada, só pode haver água em estado de vapor e, quando é insuficiente, só pode existir gelo.
"Para os nossos cálculos, optamos por adotar os limites mais amplos nos quais seriam plausíveis as condições adequadas para a existência de vida", disse Guillermo Torres, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (CfA).
A descoberta, feita com dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, foi anunciada no encontro da Sociedade Americana de Astronomia. "A maior parte desses planetas tem grande chance de ser rochosa, como a Terra", disse Torres.
Estrelas. Entre os planetas identificados, os dois mais parecidos com a Terra são o Kepler-438b e o Kepler-442b. Ambos estão em órbita em torno de estrelas anãs-vermelhas, que são menores e mais frias que o Sol. O Kepler-438b dá uma volta em torno de sua estrela em 35 dias, enquanto o Kepler-442b completa sua órbita a cada 112 dias.
As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo..