O decreto do prefeito Eduardo Paes (PMDB)que autorizou o reajuste foi publicado na última sexta-feira (2). Segundo o documento, a aplicação dos reajustes previstos no contrato de concessão elevariam a tarifa para R$ 3,18, o que poderia ser arredondado para R$ 3,20. Os principais itens considerados para definir esse reajuste são a variação dos preços do óleo diesel, dos pneus para ônibus, dos coletivos novos e da mão-de-obra. Somados, esses itens acarretariam reajuste de 6,23% sobre o valor antigo da passagem.
Mas a prefeitura decidiu incluir também na nova tarifa os gastos com gratuidades (R$ 0,13 por passagem) e compra de veículos com ar condicionado (R$ 0,05 por passagem). Com esses itens, o valor subiu para R$ 3,37, e a passagem foi arredondada para R$ 3,40. O contrato de concessão firmado entre a prefeitura e as empresas de ônibus prevê que o reajuste seja baseado em itens previamente determinados, que elevariam a tarifa para R$ 3,18.
"Exercício de imaginação poderá sugerir que amanhã venha o trânsito caótico da cidade, as vias esburacadas ou o tratamento psicológico aos motoristas mal treinados a caber nos `critérios estabelecidos pelo Poder Executivo'" para justificar o reajuste da passagem, escreveu o promotor Rodrigo Terra ao propor a ação. Até a noite de ontem a Justiça não havia se pronunciado sobre o caso. Ativistas promoveriam uma reunião hoje, no centro do Rio, para discutir a organização de atos contra o reajuste da passagem..