Segundo informações do coordenador científico do grupo constituído pelo governo para analisar o material, o médico legista Samuel Ferreira, os resultados iniciais podem ser considerados promissores.
De um total de 1.049 caixas com ossadas entregues ao grupo em outubro, 112 foram analisadas até agora.
A média de morte por projéteis de arma de fogo e o registro de ações contundentes está acima da média, segundo o legista. Isso seria um dos sinais de que a vala teria sido usada para ocultar os restos mortais de opositores mortos pela repressão. Essas sete ossadas terão prioridade nas análises de DNA. Os resultados serão comparados em seguida com os dos familiares dos desaparecidos.
O objetivo principal do grupo é localizar três desaparecidos que tiveram os nomes anotados nos registros do cemitérios, mas cujas sepulturas nunca foram localizadas. A suspeita é de que os seus restos mortais tenham ido para a vala comum.