A manifestação deverá continuar nesta sexta-feira, 21, no mesmo horário e, segundo os organizadores, somente irá terminar quando os jipeiros e a comunidade que mora em Castelhanos forem ouvidos por representantes da Fundação Florestal, que administra o Parque Estadual de Ilhabela. O prefeito Antonio Luiz Colucci (PPS) também se manifestou contrário à ideia. Para ele, a cobrança prejudica quem quer ir à praia. "O Parque quer cobrar a taxa pois para se chegar à praia de Castelhanos, é necessário passar por dentro do Parque Estadual. Ocorre que a praia está fora da área do parque e a cobrança é injusta."
Nenhum turista conseguiu chegar de carro até a praia. Alguns se arriscaram a fazer o percurso a pé, de cerca de 22 quilômetros.
'Surpresa'
"Fomos pegos de surpresa, assim como os turistas que chegaram à ilha por carro ou por navios de cruzeiro. Os pacotes turísticos que incluíam a praia foram cancelados pelas operadoras", disse Coleman. Ainda segundo o presidente, outra questão que motivou o protesto foi a falta de contrapartida do parque, que não estaria oferecendo condições básicas para a prática do turismo. "Não existem placas de sinalização, não há informações para o turista saber que tipo de árvore ou animais vivem no local e não há fiscalização para o cumprimento dos horários de subida e descida da praia", completou Coleman.
O jipeiro Marcelo Batista de Oliveira também afirmou que a categoria não é contra a taxa. "Elaboramos um projeto para a estrada-parque que previa placas de sinalização, estacionamento e construção de guaritas nos dois lados da estrada para controlar a entrada de carros", explicou. Segundo ele, em casos de emergência são os jipeiros quem socorrem os turistas, pois o parque não dispõe de nenhuma estrutura para atender a essas situações.
Recentemente a Fundação Florestal limitou em 167 o número de veículos que podem chegar até a praia, sendo 42 carros de passeio, 65 jipes de passeios turísticos cadastrados e 60 motos. Veículos de moradores são isentos, segundo o órgão. A taxa não é cobrada para quem trafegar a pé ou de bicicleta.
De acordo com a Fundação Florestal, a cobrança está prevista dentro no plano de implantação da estrada (Resolução Conjunta SMA/ST nº 004/2010), que determina que o órgão é responsável por operar e controlar o uso da estrada. O órgão informou em nota que os recursos arrecadados com as taxas "contribuirão com o custeio da operação da Estrada-Parque Castelhanos"..