O Vaticano também divulgou nesta quinta-feira, 16, uma versão em inglês do primeiro relatório, no qual alterou a abertura que propunha aos gays e divorciados presente no original em italiano, publicado na Segunda-feira.
Os novos relatórios reafirmam que a união homossexual não pode ser chamada de matrimônio, recomendam que os gays recebam atenção pastoral e sejam respeitados em sua dignidade, mas omitem a observação do cardeal Erdö, que em seu texto ressaltou que os casais do mesmo sexo têm uma contribuição a dar à comunidade católica.
Ao lado da situação dos divorciados recasados, que reivindicam o acesso ao sacramento da eucaristia, a questão dos homossexuais foi aquela que mais dividiu os participantes do Sínodo.
Os relatórios assinalaram que, no caso dos divorciados, um grupo de participantes defende a manutenção das regras atuais, que proíbem os recasados de comungar.
O documento final da Assembleia-Geral Extraordinária do Sínodo, encontro que começou há duas semanas no Vaticano, será publicado amanhã e enviado a todas as dioceses do mundo, para novas discussões. Ele servirá de roteiro para a segunda etapa da reunirão, em outubro do próximo ano. Só então será aprovada a versão definitiva, que será divulgada com a aprovação do papa Francisco.
Desmentido
O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, desmentiu que o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal alemão Gerhard Ludwig Müller, tenha criticado o relatório do cardeal Erdö. "Ele me pediu para dizer que o que foi referido - que ele teria dito que o relatório era indigno, vergonhoso e completamente errôneo - não corresponde à verdade", disse.
O clima do Sínodo foi, segundo o padre Lombardi, de transparência e participação. Na abertura da reunião, o papa recomendou que os bispos falassem com clareza, sem medo de desagradar, tudo o que pensam a respeito da família, para que a Igreja possa ajudar os católicos a enfrentar as dificuldades..