A cocaína veio de Corumbá (MS) e seria distribuída em Presidente Prudente, Regente Feijó e São Paulo. "Ainda não sabemos se a droga saiu do Paraguai ou da Bolívia", explicou o agente Celso Ailton Lima Campos, de 54 anos, assessor de imprensa da PF. O agente lembrou que a droga renderia muito dinheiro aos traficantes: "É uma boa cocaína, de grande pureza, que renderia muita grana", disse, sem calcular o valor.
Caminhões e carretas eram adaptados na oficina para transportar drogas. "Encontramos a cocaína na plataforma (longarina) de ferro oca, onde a droga era colocada abaixo da carroceria", afirmou, acrescentando que a oficina foi fechada. No local, havia solda e equipamentos para preparar fundos falsos.
Crime organizado
A participação do crime organizado no esquema não é descartada pela Polícia Federal. "O grupo criminoso tinha cacife para montar oficina e comprar carretas novas.
Os quatro suspeitos, que não tiveram os nomes divulgados e não portavam armas, foram transferidos na manhã desta quinta-feira, 11, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá. Eles são acusados de três crimes, incluindo tráfico interestadual de drogas. A quadrilha era investigada desde julho. Novas prisões estão previstas. "Depende das investigações. Têm suspeitos sendo investigados", disse o agente..