Os manifestantes aguardaram a chegada de funcionários e alunos da Unesp, da Unicamp e de unidades do interior da USP. Apenas a faixa de ônibus estava liberada.
O encontro na Rua Itapeva será realizado entre o conselho e o Fórum das Seis - entidade que representa o sindicato de professores e trabalhadores da USP, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na reunião, será decidido se essas instituições aceitam a proposta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de conceder aos trabalhadores um reajuste salarial de 5,2%, além de um abono de 28,6% pago de uma só vez para compensar o período descoberto desde a data-base da categoria.
Os reitores ainda discutirão um conjunto de demandas dos grevistas que foram apresentadas nesta segunda-feira, à reitoria da USP, em um documento. Eles pedem que as universidades briguem por um aumento de repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para 10,5% - o valor atual é de 9,57%.
Outra reivindicação é de que a reposição do trabalho pelos dias de greve seja feita apenas no que ficou acumulado, sem pagamento de horas. Segundo os sindicalistas, a reposição de carga horária seria uma forma de "penalizar" a paralisação.
Nesta quarta-feira, ocorre nova reunião de conciliação no TRT entre servidores da USP e representantes da reitoria - a universidade foi a única a judicializar a greve, diferentemente da Unicamp e da Unesp. Já na quinta-feira, assembleia dos trabalhadores discutirá o que for determinado nesta terça-feira pelo Cruesp e poderá dar fim à paralisação..