"Hoje a Cesp liberou a vazão que foi acordada com as agências reguladoras, o sistema elétrico e a (concessionária de energia do Rio) Light. Ninguém quer prejudicar São Paulo, mas os interesses do Rio e de Minas Gerais têm que ser colocados na mesa para discussão, para dialogar", disse Pezão.
Ele acrescentou que o complexo de represas de Ribeirão das Lajes, que inclui a usina hidrelétrica de Santa Cecília, não gera apenas energia elétrica, mas integra o sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio e da capital. "É fundamental manter a vazão acordada (30 metros cúbicos por segundo) no reservatório de Jaguari."
Pezão afirmou que tem conversado constantemente com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, além do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e mantém a confiança na atuação dos órgãos federais e da Agência Nacional de Águas (ANA), entidade responsável por regular os usos da água. "Nunca conte comigo para fazer 'bravata'. Não é uma guerra. Temos que seguir as leis, o que a ANA e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinam. No que São Paulo precisar de ajuda, nós vamos ajudar, mas sem prejudicar Minas ou Rio.