Com a localização do corpo, os três policiais suspeitos de envolvimento no desaparecimento do jovem, identificados pela Polícia Militar como Cláudio Bonfim Borges, Jailson Gomes de Oliveira e Jesimiel da Silva Resende, tiveram as prisões temporárias decretadas. Eles prestaram depoimento durante esta sexta-feira, 15, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e foram detidos. Eles alegam ter detido o jovem porque ele era suspeito de roubar uma moto. Ele teria sido levado a uma delegacia em seguida, de onde teria sido liberado pouco depois, por não ser reconhecido pela vítima.
Chamado para fazer a identificação do corpo do filho, o comerciante Jurandy Silva Santana, porém, não reconheceu o corpo como sendo o de Geovane. De acordo com ele, o cadáver não tem as tatuagens feitas pelo filho - uma delas, em uma lateral do tronco, com o nome do pai. "Se ele estiver morto, mesmo, só descanso depois de enterrá-lo", afirmou Santana.
Foi o comerciante quem iniciou as investigações sobre o desaparecimento de Geovane, após percorrer delegacias e hospitais de Salvador por dois dias, sem localizá-lo. Ao refazer os últimos trajetos conhecidos do filho, Santana acabou encontrando um vídeo, feito por uma câmera de segurança de um estabelecimento comercial, que mostra Geovane sofrendo a abordagem dos policiais e, em seguida, sendo colocado na viatura. A motocicleta na qual ele andava, levada por um dos PMs ainda não foi localizada.
Barbosa informou que a secretaria está tentando localizar vídeos de outras câmeras de segurança da região para apurar as circunstâncias do desaparecimento de Geovane. "O interesse maior de apurar a responsabilidade desses policiais no caso é nosso", afirmou o secretário..