Minutos após o início da manifestação, que questiona a exclusão dos moradores de rua na preparação da Copa do Mundo, ela foi abordada por um grupo de guardas civis metropolitanos e, depois da revista, encaminhada ao 77ºDP (Santa Cecília).
O "Terceiro Rachão contra a repressão do povo de rua", organizado pelo Coletivo Autônomo dos Trabalhadores Sociais, reuniu um grupo de cerca de 30 pessoas, no final da tarde. Sob frio intenso, parte dos manifestantes utilizou garrafas para montar traves e jogar uma partida de futebol. Outros estenderam faixas com os dizeres "Povo de rua - primeiro eliminado da Copa". Há ainda um terceiro grupo de músicos, o Coro de Carcarás, que fará apresentação de maracatu.
O ato também critica a prisão dos ativistas Fabio Hideki Harano e Rafael Lusvarghi, detidos em protesto contra o Mundial em junho. "Somos contra a retirada humana. Trata-se de uma limpeza social", afirmou o frei Agnus Hostian, da arquidiocese de São Paulo.
Segundo o religioso, que desenvolve trabalhos com os moradores de rua, a Copa foi pretexto para aprisionar estas pessoas. "Elas foram encurraladas e estão sendo vigiadas com câmeras", disse..