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Estado de Minas

Cobertura da Copa já teve 17 agressões contra jornalistas

Quase 90% dos agressores são policiais. São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre são as cidades com mais casos de violência; foram 190 casos desde maio de 2013


postado em 19/06/2014 10:07 / atualizado em 19/06/2014 10:28

A jornalista da CNN Barbara Arvanitidis foi atingida pelo estilhaço de uma bomba lançada pela PM de São Paulo na cobertura de um protesto no dia do primeiro jogo da Copa(foto: REUTERS/Ricardo Moraes )
A jornalista da CNN Barbara Arvanitidis foi atingida pelo estilhaço de uma bomba lançada pela PM de São Paulo na cobertura de um protesto no dia do primeiro jogo da Copa (foto: REUTERS/Ricardo Moraes )
 

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) registrou 17 casos de violência ou prisão contra jornalistas desde o início da Copa do Mundo, todos eles em cidades-sedes. Desde maio de 2013 foram 190 registros deste tipo. De acordo com a entidade, 88 % dos casos registrados na última semana foram causados por policiais militares.

São Paulo foi a cidade com mais registros neste mundial, foram cinco ocorrências, em todas elas os agressores foram policiais. No Rio de Janeiro, com quatro casos de agressão, e em Porto Alegre, com três, todos os casos também envolvem policiais. Os únicos casos em que o agressor não era da polícia, foram em Belo Horizonte, onde um fotógrafo da Reuters foi atingido por uma pedra jogada por manifestantes contra a PM, e em Fortaleza, quando um integrante do Coletivo Nigéria foi abordado por seguranças da Fifa Fan-Fest.

Segundo a Abraji, 46% dos ataques foram intencionais, ou seja: aconteceram apesar de o jornalista estar devidamente identificado como imprensa. A entidade destaca que a resolução nº 6/2013 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, garante que "repórteres, fotógrafos e demais profissionais de comunicação devem gozar de especial proteção no exercício de sua profissão, sendo vedado qualquer óbice à sua atuação, em especial mediante uso da força".

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