Hoje não temos estrutura técnica nem física para operar esse tratamento. Pelos números que temos, praticamente não existe estrutura e os municípios não têm condição de fazer o enfrentamento sozinhos, afirma o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski. Das 645 cidades de São Paulo, 94% declararam ter o crack como droga presente e mais de 70% disseram enfrentar problemas. É um número bastante elevado.
Em um questionário específico sobre quais áreas eram as mais prejudicadas, a saúde foi a área mais citada como afetada pelo problema do crack (28%), como era de se esperar. São os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) a porta de entrada para os dependentes na rede pública de saúde. O serviço especializado gerido pelos municípios, mas custeado pela União via Sistema Único de Saúde (SUS), é um bom termômetro para se verificar os estragos gerados pelo avanço a droga.
O problema é que o número de unidades é insuficiente e as equipes não são bem treinadas, avalia o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, que estuda e trata usuários de droga na Universidade Federal de São Paulo.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu nesta quarta-feira, 4, que a dependência química é uma doença que precisa de tratamento médico, em seu programa Conversa com o Governador. Nós combatemos o tráfico com ação firme da PM e investigação da Polícia Civil. De outro lado, com tratamento de saúde para aqueles que são doentes. Reportagem especial multimídia do Estado mostrou o avanço da droga no interior paulista e os problemas gerados..