Além da demora no atendimento, ele afirmou também que o médico da unidade receitou cinco remédios para ele pegar, gratuitamente na farmácia da AMA. No entanto, de acordo com "Batman", havia apenas um dos medicamentos. "Nada é de graça. Pagamos impostos justamente para ter o serviço. Como na AMA não tinha todos os remédios, precisei gastar R$ 380 em medicamento.
Após descer de rapel o prédio, o manifestante foi detido e levado para 1º Delegacia de Polícia (Sé). Lá, segundo policiais, "Batman" assinou um termo circunstanciado (crime de menor potencial ofensivo) de provocação de tumulto e conduta inconveniente. Com a passagem desta segunda-feira hoje, é 19ª vez que o Batman dos protestos é levado para uma delegacia. Em outras ocasiões, o manifestante se pendurou em viadutos do Corredor Norte-Sul, também para protestar. Na manhã de hoje, outros fantasiados deram apoio ao "Batman": Zorro, Mulher Maravilha e o pirata Jack Sparrow do filme Piratas do Caribe.
Disfarce.
Para conseguir entrar na Câmara sem chamar atenção, o Batman acessou o prédio vestido de padre. Enquanto isso, um sósia com a fantasia do herói dos quadrinhos ficou do lado de fora do prédio com equipamentos de rapel. "A Guarda Civil Metropolitana (GCM) e os policiais militares ficaram empenhados no Batman falso. Sem chamar muita atenção, montei meu equipamento, troquei de roupa e desci. Foi esquema de cinema", afirmou. Ele afirmou que, caso o atendimento na AMA não melhore, irá descer de rapel do prédio da Prefeitura, no Viaduto do Chá, também na região central.
Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o atendimento prioritário nas unidades é para o casos classificados como "urgência e emergência". A pasta afirmou não ter acesso aos dados pessoais do paciente e que, por isso, não é possível responder pela falta de medicamentos relatada pelo manifestante. No entanto, a secretaria afirmou que o estoque de medicamentos na AMA "encontra-se abastecido"..