O valor de referência do imóvel, localizado na região do Ibirapuera, que era de R$ 796 mil, passou para R$ 1,4 milhão, alta de 77%. Em março, quando ele foi ao cartório para tratar da transação, o valor do imposto era de R$ 15,9 mil. Na semana passada, quando o negócio foi efetivado, ele teve de recolher R$ 28 mil. Para ele, a prefeitura achou no aumento do ITBI uma forma de compensar a receita que deixou de ter com o reajuste de 35% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deste ano, bloqueado pela Justiça. Com a decisão judicial, o aumento nesse imposto ficou em torno de 6%.
Pesquisa feita em cartórios da capital mostra que o aumento no ITBI varia de 23% a 150%, conforme a região da cidade.
Valorização
A prefeitura informou que a base de cálculo do ITBI é o valor pelo qual o contribuinte declara que vendeu o imóvel e reflete a valorização imobiliária. Para evitar evasão fiscal, caso um contribuinte declare um valor muito baixo de transação, o VVR passa a ser usado no cálculo do imposto. Em cerca de 80% dos casos, segundo a prefeitura, utiliza-se o valor da venda para apurar o imposto.
O VVR define o valor mínimo do bem e é atualizado a cada três meses com base em pesquisas de mercado e em dados reais de transações. O próximo ajuste ocorrerá em junho em todo o município. Ainda segundo a Prefeitura, o VVR dos imóveis em São Paulo está em torno de 84% do valor real. A alíquota paulistana de 2% é inferior à de outras capitais, como Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre, que é de 3%. Em 2013, o ITBI rendeu à prefeitura R$ 1,41 bilhão, receita que este ano deve subir para R$ 1,48 bilhão..