De 5570 municípios brasileiros, 99,5% têm serviço de Proteção Social Básica. A proporção cai para 76,2% em relação à Proteção Social Especial. Sete em cada dez municípios têm atendimento de média complexidade e 51,5% das prefeituras do País oferecem serviços de alta complexidade.
No caso das mulheres vítimas de violência, apenas 460 municípios (8,2%) têm unidades de acolhimento. Pouco mais de um terço (34%) das cidades que têm entre 100 mil e 500 mil habitantes têm serviço de acolhimento institucional para mulheres vítimas de violência. Em cidades médias, de 50 mil a 100 mil habitantes, menos de duas em cada dez (16,8%) prefeituras oferecem acolhida.
No atendimento de média complexidade, 51% das cidades têm proteção social a jovens infratores, proporção que cai para apenas 22,3% quando se trata de atendimento de alta complexidade, com oferta de unidades de atendimento para os jovens. Somente 29% dos municípios têm abrigos para crianças e adolescentes carentes ou vulneráveis.
O mesmo se repete em relação à população de rua, em proporções bem menores: o serviço de média complexidade está presente em apenas 690 cidades (12,3%). Em relação a atendimento de alta complexidade, apenas 472 (8,4%) têm acolhimento institucional para os moradores de rua. O serviço de acolhimento está presente em 36 das 39 cidades de mais de 500 mil habitantes, mas cai a menos da metade das cidades com população entre 100 mil e 500 mil habitantes, onde o problema de moradores de rua é constante .
A proporção de municípios com Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), principal porta de entrada do Sistema Único de Assistência Social, que garante atendimento do poder público, aumentou 45% entre 2009 e 2013. Os centros, de proteção básica, estão instalados em 97,6% dos 5.570 municípios brasileiros. Dois municípios informaram não ter estrutura de assistência social e um não respondeu ao questionário do IBGE. Ou seja: 99,9% das prefeituras têm estrutura de assistência social..