A taxa de atendimento das crianças de 0 a 3 anos no Estado era de 33,3% em 2012, com cerca de 837 mil matrículas. Para atingir a meta do PNE, o total deve chegar a 1,12 milhão. Nos bairros pobres das regiões metropolitanas, como as zonas sul e leste da capital, ainda temos a maior demanda não atendida, diz a diretora executiva da fundação, Maria Helena Castro.
O estudo alerta, porém, que, se mantido o ritmo de crescimento observado entre 2009 e 2012, a quantidade de vagas criadas até o fim da década será de 761 mil, o que garante 71,2% de atendimento da demanda.
Segundo a fundação, as creches públicas, de administração direta do governo ou por convênio, ainda respondem pela maior parte do atendimento (81,8%). O crescimento no período analisado foi maior na rede conveniada (71%) do que na administração direta (41,4%). Precisamos melhorar os sistemas de acompanhamento do modelo pedagógico e das condições de oferta, tanto nas creches públicas quanto nas privadas, defende Maria Helena.
O diagnóstico também aponta a necessidade de elevar os gastos dos municípios com educação infantil de 9%, média atual, para 13,3%. As prefeituras têm dificuldade com o custeio e a manutenção das creches, afirma a diretora.