Em segundo lugar no ranking de reclamações, aparece a má qualidade no atendimento (16,65%), seguida por reclamações de falta de policiamento em locais de tráfico de drogas (12,73%). A Polícia Civil, que tem o papel de investigar o tráfico, foi a que mais recebeu reclamações por não ir aos pontos onde há venda de entorpecentes. Ao todo, foram 1.267 reclamações contra 129 queixas referentes ao policiamento ostensivo do PM no combate aos traficantes. "É uma responsabilidade das duas polícias. Isso também mostra que a população solicitou o trabalho das duas forças e elas não foram", disse Neves.
O relatório é encaminhado para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e para a Polícia Militar. "Esperamos que eles prestem atenção nos resultados para que seja feita uma correção.
Outro lado.
Durante coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira, 25, Fernando Grella Vieira, secretário estadual da Segurança Pública, lamentou que o relatório tenha sido divulgado sem que a Ouvidoria o tenha "remetido" a pasta. Mesmo assim, para Grella, o papel do órgão "é fundamental" para "catalisar" as reclamações. "Nós não temos compromissos com erros. Todas as denúncias de irregularidades e omissões são apuradas", afirmou Grella.
Por meio de nota, a PM afirmou que "não comenta dados da Ouvidoria por desconhecer a metodologia empregada na coleta". No entanto, segundo a Polícia Militar, o aumento de reclamações envolvendo policiais pode ter "vários significados, incluindo a melhoria na capacidade de processamento da própria Ouvidoria, ou mesmo a redução da subnotificação". A PM afirmou, esse processo de "depuração interna é reconhecido como sendo altamente eficiente, uma vez que a instituição é implacável contra desvios de conduta". Segundo a PM, a taxa de policiais envolvidos em irregularidades é de 0,3%..